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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Leva-te a estrada



Adio na noite
o repouso em meu leito;
é estalo de açoite
o vazio no meu peito.

Leva-te a estrada
por mim percorrida;
para mim é chegada,
para ti é partida.

Não recebo notícia de ti
cresce em mim receio,
apenas letras vi
num papel rasgado a meio.

Teu sorriso, felicidade,
trecho de musica em alegro;
nem toda a saudade
se veste de negro.

 Dora Oliveira

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Hora de seguir




Está na hora de seguir; nem tudo justifica ficar.
   O tempo que te doei não foi tempo perdido, nem o teu reciproco em intensidade. E, como sou intensa!
   Como te senti! Como te vivi!
   Quanta ilusão.
   Inexistência.
Tu, ensaio de palavras; personagem.
   Eu, anfitriã de teu peito.
   Um rio nunca é igual com o passar da água e do tempo, ele evolui…e eu também.
                                 Dora Oliveira

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Mas, continua ...


Porque falas dela?
Não sabes que me magoas?
Não sabes a dor que provoca  rasgar o peito,
 arrancar o coração, atirá-lo ao chão e pisá-lo?
Se tens noção porque o fazes?
Mas, continua se ao falares dela te faz bem, continua,eu prefiro ficar pisada que sentir a tua mágoa, o teu desespero.

Dora Oliveira

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Despir-me em frente a ti

Despir-me em frente a ti

   Se houvesse uma maneira fácil de dizer, acredita, eu diria. Mas as marcas que trago cravadas na alma, são o que me algemam a este silêncio.
   Para ti são só palavras, eu sei, mas para mim são vida, são sonho, sou eu.
É o constrangimento de despir-me em frente a ti e enumerares todas as cicatrizes de uma vida; aquelas que tento esquecer mas que permanecem escritas em tinta permanente. 
   Só de imaginar , doi.
   Mas tenho tanto por te dizer, tantos beijos por te dar.

                    Dora Oliveira

sábado, 8 de setembro de 2018

deixa-me iludir mais um pouco

O teu beijo,um sonho.
O teu abraço, um desejo.
Sinto-me quando,quentes minhas lágrimas caiem... tão salgadas.
Agradeço-te, há muito que não me sentia humana...tão amada.
Desconhecia há muito esta sensação;enamorada.
Nada digas...deixa-me estar...deixa-me iludir mais um pouco...é tão bom sonhar...sonhar...o dom que há muito perdera.

                         Dora Oliveira

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Sabes ... e eu sei que sim


Sabes o que sente este meu coração condenado e eu sei que sim mas, enquanto te escrevo e te leio imagino que não, tentando que fique mais fácil esta distancia de ti para mim…que talvez facilite falar te de uma incógnita em vez da segunda pessoa do singular.
Imagino que os beijos que te escrevo no fim de cada frase talvez sejam apenas de carinho quando, talvez eu até saiba que não.
Imagino que não fico á tua espera, que estou confusa e que espero a suposta incógnita.
Eu nego-te e carrego-te em mim num talvez não, imaginário.
Tanto talvez, quando tenho tanta certeza.
Eu sei que sim e tu também.

              Dora Oliveira

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Andorinha



Andorinha prisioneira
que já não sabe voar,
chora a noite inteira
por quem a vá libertar.

Rendidas a seu encanto
minhas mãos erguem-se aos céus,
por vê-la sofrer tanto
chorando rezei a Deus.

Entre minhas mãos encontrei
meu coração e ouvi
nas entrelinhas que chorei;
a liberdade está em ti.

Dora Oliveira